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A Ontologia do Tempo e a Construção da Razão
O tempo é o senhor da razão.
O tempo não computa ou, melhor dizendo, não conta o tempo, pois ele é o próprio tempo.
Ao ser o tempo, ele traz em si a própria sabedoria — é o dono insofismável da razão, como queira.
Portanto, a expressão "quanto tempo" nada representa para ele, que é o próprio tempo, pois a solução ou a resolução de algo se faz dentro dele. Sendo assim, tudo acontecerá a seu tempo e, consequentemente, dentro do período necessário para que esse algo aconteça.
Em resumo: já ouviu falar que cada ser humano tem o seu tempo para fazer as coisas acontecerem?
Pois é, aqui reside a vontade própria do ser humano, da qual algo depende para ser realizado.
Porém, nem tudo depende da ação de um só indivíduo. Neste caso, só o tempo, com a sua sabedoria, poderá determinar em quanto tempo algo será conhecido, resolvido ou solucionado.
Assim, as palavras "quanto tempo" perdem o seu sentido de ser, pois o tempo pode ser apenas uma ilusão que o homem criou e que a mente processou para definir a própria transformação humana em relação ao que alguém determinou como tempo (ou ainda: passado, presente e futuro).
Sendo assim, será que nesta frase encontramos a solução?
"O presente é o futuro de ontem e o passado de amanhã."
— Patrícia Mota (aos 11 anos de idade).
Com essa definição sobre presente, passado e futuro, pergunto: o que é o tempo?
Por isso, repetimos sempre o adágio popular português:
"O tempo é o senhor da razão".
Alguma dúvida?
Profº. Adm. Mota, Afonso.
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